Segunda-feira , 18 Dezembro 2017
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03 Meses Sem Receber: Funcionários Terceirizados Do IML Na Bahia Podem Parar

Os funcionários terceirizados do Instituto de Medicina Legal da Bahia(IML), que prestam serviço de motoristas, ameaçam cruzar os braços caso não recebam os salários atrasados. Em todo o estado, segundo informações são centenas de profissionais que estão sem receber, alguns a mais de 3 meses.

De acordo com os trabalhadores, caso aconteça a paralisação, dentre as atividades prejudicadas estão as de remoção de corpos nas ruas, preparação de cadáveres e liberação de corpos.

Em Porto Seguro e Eunápolis, a situação não é diferente, pelo menos 05 funcionários de 02 empresas terceirizadas estão com os pagamentos atrasados. A denúncia foi feita por um desses terceirizados, que está passando por necessidade e dependendo de ajuda de familiares para alimentação. “Pior que não podemos nem nos expor muito porque corremoso risco de perder o emprego, mas está ficando cada vez mais difícil nossa situação”, desabafou enquanto mostrava a dispensa vazia.

Empurra-empurra e ameças 

Na Bahia, diversas empresas terceirizadas prestam o serviço ao IML e segundo a denúncia, a alegação é de que o estado não estaria repassando a verba pelo serviço as empresas. Por outro lado, o estado alega está com os pagamentos em dia e não dever nenhum repasse.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Peritos Criminais do Estado da Bahia (Asbac), Leonardo Fernandes, o problema enfrentado pelos motoristas terceirizados reflete diretamente no trabalho realizado nas ruas.

“A gente vem cobrando isso também, porque acaba interferindo em nosso serviço. Eles dirigem viaturas, carregam corpos, abrem corpo e dirigem rabecão. Na verdade eles estão em desvio de função, quem deveria fazer isso eram os peritos técnicos, mas o Estado preferiu terceirizar e a empresa não paga os funcionários”, afirmou em entrevista ao BNews.

Segundo revela Leonardo, os motoristas reclamam de constantes intimidações. “Quando o motorista reclama é intimidado. Dizem: ‘lá fora está pior’”.

No último dia 20 de abril, terceirizados que prestam serviço em algumas partes do estado chegaram a paralisar as atividades pelo mesmo motivo: falta de salários.

ascom namidia

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